Bastardos

Então és poeta!
Mas nunca te li,
sei de ti pelas bocas
que aí andam enganadas
dizendo tuas façanhas.
Onde te vendes?
Quanto te devo?
Vou falar de ti,
dizer que te conheço.
Meter o cunho,
dar o teu endereço.
Faz-me odes à medida,
para te matar e te vender,
que eu sou teu berço,
tua partida,
tua alma em mim orfã perdida.

 

GJ

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