Edgar Allan Poe “The Poetic Principle”

Adquiri recentemente os contos completos de Poe, muitos dos quais já tinha lido em inglês, pelo que considero a tradução boa, bem como a obra poética completa, traduzida por Margarida Vale de Gato, que é excelente e faz um livro esteticamente agradável, ilustrado por Filipe Abranches. No entanto, enquanto leitor de Poe, fascinou-me a “Poética” (assim traduzido na versão que possuo), uma longa narrativa acerca do pensamento, estratégia, construção, estética e propósito da poesia.

Penso que foi aqui que Poe se adiantou ainda além do seu tempo, opondo-se ao Romantismo na literatura, defendendo ideais que viriam a interromper a visão Romântica, não podendo mais ser o inconsciente poético voltar ao que era: o princípio poético passaria a ser metódico, sagaz, quase matemático, sensorial e imediato. Bem argumentada, não obstante com várias falhas e falácias no desenvolvimento, mas que  mostra a enormíssima sensibilidade poética de Poe, tornar-se-ia, então, numa muito influente dissertação no literário americano e do mundo ocidental. Alguns consideram-no perigoso pela forma como, de repente, a forma e escola seguiram outro caminho, pela forma como influenciou e desencorajou muitas obras escritas.

Qualquer aficionado de Poe desejaria ler esta composição para ir mais longe na análise integral da obra deste autor. Podem adquiri-lo facilmente, embora a melhor edição a que deitei o olho me tenha sido oferecida e é da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

GJ

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Domingo: vizinhança revista

Já vou a tarde e a más horas, as prioridades revezam-se a massacrar-me e as novidades do mundo apressam-se a passar despercebidas… mas eu não tiro os olhos de cima.

Esta semana revi alguns hábitos meus, incluindo o de ser mandão e exigente, lembrando o dia em que obriguei o meu pai a fazer mais uma chave de casa, para que pudesse voltar da escola sem ter de esperar por ninguém. Tinha eu cinco anos, farto dos outros miúdos e a querer paz e sossego. Isto tem alguma coisa de perturbador, mas defendo-me com a sensatez e presença de espírito de saber o que queria e o que era melhor para mim. Nem todas as crianças teriam esta auto-determinação.

Passada a confissão escusada, confiro agora o que me chamou à atenção e alegrou, esta semana. Aqui vai:

1º Quero falar-vos do Almeida Garcez: The Guilty Preacher Man! Que nome!
Apresenta-se, em inglês: Self-taught artist whose main focus is illustrating social issues. Available for collaborations.
Visitem a página, viajem na imaginação fluída, nos ácidos dos desenhos quase kitsh, nos separadores das antigas e novas ilustrações, vejam os pedaços da viajem fotográfica deste artista pela europa, os tesouros que trouxe.

Almeida Garcez: The Guilty Preacher Man!

2º Sou leitor ávido e assíduo de uma jovem indiana londrina e das short-stories que publica de surpresa, cuja escrita treinada, de grande poder descritivo e linguagem proper, lhe conferem lugar cativo no meu já muito calendarizado tempo virtual, guardando tempo para ler os extensos textos, sem parar.

Barely Here Nor There

 

3º Quero ainda mencionar um blog/site brasileiro, do qual tomei conhecimento através de Lourdes Rodrigues, que é o Oficina de Criação Literária Clarice Lispector. Promove-se o auto-conhecimento através da escrita! Apoio esta causa, a da auto-expressão e a do auto-conhecimento.

 

4º O Biblioklept mantém-me entretido, diariamente. Dizem, sobre o site suis generis:

Biblioklept was founded in AD 2006 by Edwin Turner. Reviews, rants, and riffs on books (and things that aren’t books). Interviews with authors, artists, filmmakers, publishers. Biblioklept posts short stories, poems, essays, and excerpts from many authors (mostly in the public domain, but sometimes not). Biblioklept also posts pretty pictures (and pictures that aren’t so pretty, perhaps). Paintings of readers and books. Film clips, full films, stuff like that.

 

5º Voltar a estudar foi um passo importante e, tendo isso em conta, vou antecipando alguns dos passos, para me preparar. Tenho estudado formas de ilustração, formatos de publicação, grelhas, tipografia, planeamento estratégico de um projecto editorial, e agora chego à infografia. O que é? Anna Vital; Information Designer .

6º Tenho lido alguns blogs de mulheres que são filhas, esposas e mães, que homenageiam as mães que tiveram, lembrando-as e partilhando as histórias e adversidades da idade madura. Este é um deles, e o que mais gosto: Those Were the Days
7º Para quem também escreve em inglês, encontrei estas ferramentas online para revisão de textos, erros ortográficos: Grammarly, e para feedback sobre textos: Autocrit – nem preciso dizer o quão entusiasmado fiquei.

8º Em último lugar, a Marvel disponibilizou bd’s para ler online. Destaco títulos como: Iron Man in Remote Possibilities; Captain America featuring Road Force in Endgame; Avengers #1 e ainda Thor: God of Thunder #1.

BD’s digitais Marvel gratuitas

 

 

GJ