Volúpia

Sem chão, hirto, sem teu tecto

permaneço enfim só e quieto

quedo absorto no circunscrito

vazio sedento do teu afecto.

 

Goteja a tua chegada e choves,

eu rezo para que me molhes.

 

Beber-te é volúpia.

Cobrir-te é volúpia.

Sermos é volúpia.

 

GJ

Antecipação

Rodas dentadas rodava

na ponta gasta do lápis,

engatando a engrenagem

 

risquei crente o chão de fórmulas

chave do tempo relativo

da partida de ti a este cabo,

 

para da viagem fruir

como do tempo fugir.

 

GJ