De a) a B) pela zebra

A forma como encaro o decorrer dos desafios e desaires de todos os meus dias pode-se equiparar ao simples acto de atravessar a estrada.

O hábito propõe uma preparação de largos anos, em que antes de me dirigir algures e me cruzar com as gentes e as coisas que desconheço e com as quais coexisto, todos os gestos, todos os actos, me avivam a memória de como chegar de a) a b), cada passa ecoa no corredor para a rua num rufar arrastado avenida fora, que me permite avançar.

Se o caminho está desimpedido, avanço.

Se o meu ritmo se combina com os que comigo se cruzam, avanço, jamais parando.

Se não há travessia, avanço, a meu próprio risco.

Se vindos de várias frontes, os perigos, seguidos, apressados, sigo sem que me vejam, sem interferir, para prosseguir, porque apenas posso avançar.

GJ