Palavras de livros recentes: importado do Japonês para Esperanto, traduzido para pt-br, uma leitura confusa para este tuga

catamito – ou Catamitus, emprestado do etrusco Catmite, é o nome latino de Ganimedes, personagem da mitologia grega, o lindíssimo rapaz que foi seduzido por Zeus e se tornou amado e escanção deste. Por isso, na Roma antiga dizia-se que um catamito era o parceiro passivo, normalmente mais novo, numa relação de pederastia entre um homem e um rapaz, à semelhança do eromenos grego.

 

arrivista – (francês arrisviste)adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros: Que ou quem tem ambições ou quer triunfar, a todo o custo e sem escrúpulos

 

barregã – concubina

 

litania – [Religião]  Oração em que se pede a Deus ou aos santos para intercederem pelos fiéis;  Enumeração enfadonha.

 

delíquio – Acto de liquefazer-se sob a acção ou humidade do ar.

Perda momentânea dos sentidos; Vertigem, tontura.

 

patíbulo – Lugar de execução da pena de morte; Instrumento usado na execução da pena de morte.

 

pusilânimeadj. Excessivamente tímido; Que não tem coragem para reagir; Que indícios de pusilanimidade.

subs. de dois géneros; Aquele que tem fraqueza de ânimo ou cobardia.

 

uta – poema que consiste na repetição de versos de 5 e 7 sílabas em diversas combinações consoante os tipos de uta. As mais conhecidas que sobreviveram até aos dias de hoje são: a tanka, com 31 sílabas (5+7+5+7+7) e a tyôka ou uta longa, cujo esquema métrico consiste na repetição de 5+7 um número indefinido de vezes (mais de três) com 7 no fim. A uta longa leva geralmente no fim um poema em forma de tanka, que resume ou suplementa o conteúdo.

 

GJ

Da arte e da morte -Miyamoto Masao – episódio tya no yu

“tya no yu – etiqueta de preparar e beber chá, também chamada cerimónia do chá ou culto do chá. O chá é conhecido no Japão desde 729, mas o tya no yu teve origem na severa disciplina dos mosteiros zen. O seu pai foi Syukô (1423-1502). Os seus princípios foram elaborados por Zyô (1503-1555) e aperfeiçoados por Rikyû.”

in DA ARTE E DA MORTE, Miyamoto Masao

“Quando reapareceu aos três convidados, que estavam sentados na sala de chá, no seu rosto ninguém podia ler qualquer intranquilidade ou agitação. Estava igual a todos os dias normais. Voltou a saudá-los com uma inclinação da cabeça e primeiro pegou numa pequena bandeja e dela tirou um bule, que colocou à sua esquerda. Depois, abriu um saco de brocado* dourado, limpou a bandeja e voltou a colocar o saco no lugar. Em seguida, pegou com ambas as mãos numa mesinha, sobre a qual se encontrava uma taça, um pano, um batedor e uma colher, e colocou-a diante dos joelhos. Com o pano, limpou a colher e voltou a colocá-la na bandeja. Pôs o batedor atrás do pequeno lavabo. Pegou neste e colocou-o junto ao pires. Tirou então uma colher grande da prateleira e passou-a à mão esquerda, e, com o pano da direita, tirou a tampa do bule. Agora, puxou um pouco para si a mesinha, meteu uma colher de água na chávena e lavou-a. De novo meteu meia colher de água na chávena e limpou-a com o batedor, e a chávena, juntamente com o batedor, foi colocada em frente do fogão. Em seguida, limpou a mesinha com um pano e colocou sobre esta a chávena. Com a mão direita pegou no bule e entregou-o à mão esquerda. Com três dedos, tirou a tampa do bule e colocou-a numa ponta numa ponta da bandeja; e pôs três colheres de chá na chávena, na qual verteu água. Após ter batido bem a chávena, propô-la primeiro ao principal convidado”

in A ÚLTIMA SESSÃO DE CHÁ, Da Arte e da Morte, Miyamoto Masao

*brocado é um tipo de tecido ricamente decorado, feitos em seda colorida, e com relevos bordados geralmente a ouro ou prata.

GJ