Tongue

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cinders, cinders,

flacking from your tongue,
mouthing my necromancies
blown to cinders, cinders
‘tween puffs of scant life blown

dust to flesh bred.
Mine’s the art of death
by your artful touch, fate, end.

 

GJ

Autoretratos / Self portraits

Depois de um longa semana cheia de novidades e muito que fazer no mundo lá fora, todas as horas livres foram passadas da melhor forma, possibilitando-me maior foco. Meti-me a desenhar umas ideias que andavam aqui a pairar há bastante tempo e a relembrar-me que não lhe estava a dar atenção e que estava a ser preguiçoso.

After a long and eventful week with a lot of work all my free time was spent in the best way possible, allowing me to be focused. I began drawing some ideas I had floating over my head for a long time which kept reminding me I wasn’t tending to them and that I was being lazy.

Como sou o meu único modelo, usei-me para praticar desenho de corpo e estudar sombras e texturas, daí que tenham surgido alguns autoretratos, como estes.

As I am my own model I draw myself to study body drawing and shadows and textures, hence the making of these self portraits.

 

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GJ

Projecto paginação, ilustração e encadernação de livro infantil

Um dos projectos da minha recente formação em Design Editorial foi paginar, ilustrar e encadernar um livro infantil, sendo a encadernação elemento opcional de projecto mas que abracei com entusiasmo. Aprendi muito neste projecto, com a orientação da excelente ilustradora e professora Mariana Viana, tendo apresentado o resultado final à muitíssimo querida artista Danuta Wojciechowska, grande ilustradora para crianças.

A história que trabalhei é da autoria de Margarida Castel-Branco, os títulos das outras duas capas fazem parte da mesma colecção.

 

GJ

 

Obsessões da última semana

Acredito que cada um deva ter uma ou outra obcessão. Nestes últimos dias tenho andado obcecado com caligrafia oriental, papel japonês, design e ilustração. Entre muitos desenhos, escritas, muita confusão e uma muito necessitada gestão de prioridades, encontrei algumas coisas engraçadas, bem como uma nova agenda cultural para acompanhar nas próximas semanas.

 

#1 Ilustração

FUSCA

ilustrações para BICHOS de Miguel Torga

Aguarelas!

Paul-Émile Bécat

Jules Verne, Voyages Extraordinaires

Freeze Time Spell, Associação Portuguesa de Doentes de Huntington

#2 Fotografia

Morning Glory

#3 Aprender no Museu do Oriente

Iniciação à Caligrafia Japonesa

Máscaras em Origami

Encadernação Japonesa

Workshop Papel Marmoreado

Fabrico de papel aplicado às artes plásticas

 

 

GJ

DesRazão: o livro, o contexto, a explicação, o casamento deste blog em livro.

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… percebe-se hoje nitidamente que a loucura nunca poderá enunciar a verdade da arte, assim como nunca a arte terá como enunciar a verdade da loucura (…) Esse desatino vê-se ligado a todo um reajustamento ético onde o que está em jogo é o sentido da sexualidade, a divisão do amor, a profanação e os limites do sagrado, da pertinência da verdade à moral (…) quis o destino, infelizmente, que as coisas fossem mais complicadas. E, de um modo geral, que a história da loucura não pudesse servir, em caso algum, como justificativa e ciência auxiliar na patologia das doenças mentais. A loucura, no devir de sua realidade histórica, torna possível, em dado momento, um conhecimento da alienação num estilo de positividade que a delimita como doença mental (…)

A internação clássica enreda, com a loucura, a libertinagem de pensamento e de fala, a obstinação na impiedade ou na heterodoxia, a blasfémia, a bruxaria, a alquimia – em suma, tudo o que caracteriza o mundo falado e interditado da desrazão.

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Olá, sê bem vindo.

Deixa-me falar-te sobre um livro que foi chamado DesRazão. Este livro foi publicado e publicamente apresentado este ano, há alguns meses, e, desde então, desde o momento em que nasceu, já passou por várias mãos. Os que estiveram presentes no dia da apresentação ao público puderam escutar e conhecer a origem do livro, de que se trata, qual o propósito, numa óptica muito pessoal como, aliás, se pretende que seja a leitura de poemas carregados de leitura nas entrelinhas desfasadas de pretensões. É um livro leve, com poemas seleccionados, um livro simples e de fácil manuseamento, vem ilustrado e prefaciado. É uma colecção de pensamentos e lições, a expressão de uma voz consciente da desrazão, que ganhou poder ao conquistar essa mesma consciência, quer apelar à desrazão de quem o ler, convidando o receptor a procurar ou a afirmar-se – em última análise, o questionamento e a repulsa também são reacções. Procuram-se reacções.

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DesRazão

Passados os tempos da publicação e da modéstia envergonhada da distribuição, da estranheza do feedback, enfim, do início, este livro começa novas viagens.

Em primeiro lugar achei devida uma apresentação formal neste blog e aos leitores virtuais. Um livro não vive sem leitores e o leitor precisa de contexto, precisa que lhe seja mostrado o próximo livro.

Em segundo lugar, este meu estimado blog faz anos este mês, e esta é a celebração ideal!

Em terceiro lugar, porque vejo que preciso de divulgar cada vez mais, disponho os livros num espaço físico para compra, vejamos, no fundo para dar aos exemplares uma casa e seguir com o plano de capturar reacções.

Esta é a visão do livro, é a melodia com que foram compostos os poemas, este é o meu propósito.

Deixo-vos com um preview do livro, no link abaixo!

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GJ

https://www.behance.net/gallery/30432535/Desrazao-Poemas-Poems-2015

Swinging in Space

intheskywithdiamonds

She is drifting on water
She conceals
all a girl can feel
in recklessness and poise
the boys and the praise
her and the boys
in a haze
of false pretenses

when she walks on water
she’s herself without her name
when she walks on water
she blows her flame

she wants the truth
she can’t handle

she’s contending love

– song lyric project

GJ

in retro

     Tenho sabido, sem perguntar o que sustentava tanta certeza. A resignação iludiu-me de sabedoria e preencheu-me de despreocupação, contentamento. Alguma altivez na ignorância me carregou nos anos de adormecida consciência, até ao ponto de arriscar permanecer indulgente, jovial e arrogante.

    Não houve trono, não houve razão. Houve, sim, resignação. Não perguntar mais, nem sobre tudo, nem sobre tudo, nem sobre mim. Cessada a vontade de questionar, a alma apodrece no limbo, entre o que podia ser e o que não é. O que não é, poderá vir a ser, se for encontrada a aspiração, se for confirmada a questão maior e difusa, na minha mente feita a priori e acamada na dúvida, se houver resposta a uma pergunta insistente. Na inércia de ser, nada se é.

linguas com ideias sem palavras
linguas com ideias sem palavras

GJ