Partition

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I bought a small box of slime at The Flying Tiger for 2€, just to play with it for a while because I felt bored and I can’t stand boredom. It was my first time playing with slime, one of my students brought his lime green phlegm like slime to class and I felt jealous… So I, a grown ass adult, bought me what resembled unicorn phlegm. It is fun to play with it, but it got old.

This is how it occurred me I could use it creatively, the picture that popped into my mind…

 

GJ

Love in Ultralight

They’re so many things at once yet, in a world with no super heroes, they hold their own

Grava a minha essência como um selo sobre o teu coração. Que minha memória ressoe através do cerne do teu ser. Deixa-me brilhar e erguer-me através do centro da tua paixão, através das margens da tua acção, através de cada parte de ti que se torna viajante e deixa o lar. Grava-me como um monograma que alerte todo mundo: Eis o sinal da integridade, eis o sinal do amor. A força dos cosmos se oculta sob sua superfície.
 in Cântico dos Cânticos

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GJ

Moon

My camera died last summer, and so did my cat. It’s been sad, lonelier and boredom stroke.

I had to get a new phone recently and this one has a camera. I had no idea just how much I actually missed taking photos. I captured this one through a telescope, I think it turned out really nice. I need to get me a new camera!!

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Long sleepless nights praising Mother moon, I love the night especially the light in the night sky, an open book of neverending stories and wonder. We have a special relationship, the moon and I.

#moon#moonlight #moonlightmagic #telescope #nofilter#darkmotherdivine

Photo: moon as seen from Lisbon, around 10 PM, 24/04/18. Got her good 

GJ

“The moon is no door. It is a face in its own right, 
White as a knuckle and terribly upset.
It drags the sea after it like a dark crime; it is quiet
With the O-gape of complete despair. I live here.

(…)
The moon is my mother. She is not sweet like Mary.
Her blue garments unloose small bats and owls.
How I would like to believe in tenderness —
The face of the effigy, gentled by candles,
Bending, on me in particular, its mild eyes.”


in The Moon and the Yew Tree, Ariel, Sylvia Plath

Projecto paginação, ilustração e encadernação de livro infantil

Um dos projectos da minha recente formação em Design Editorial foi paginar, ilustrar e encadernar um livro infantil, sendo a encadernação elemento opcional de projecto mas que abracei com entusiasmo. Aprendi muito neste projecto, com a orientação da excelente ilustradora e professora Mariana Viana, tendo apresentado o resultado final à muitíssimo querida artista Danuta Wojciechowska, grande ilustradora para crianças.

A história que trabalhei é da autoria de Margarida Castel-Branco, os títulos das outras duas capas fazem parte da mesma colecção.

 

GJ

 

Deaf Splash of Growth

 

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I’m feeling full today, I can’t stomach any food, so I’m making a soothing warm soup, plenty pumpkin, squash, turnips, carrots, beets, a little ginger and a handful of fresh minced mint. The sizzling hot day turned the roads and sidewalks into radiators, the air is thick and hot at eight pm. As I sip on an icy cup of ginger tea the soup is cooking and the water is reaching boiling point, foaming, lifting the lid, while in the sink water is dripping, from the tap that needs fixing and its constant dripping sets my teeth on edge. It took only one drop splashing on the already large pool formed by the leakage, splashing into a few more droplets, to send me back to the time when I believed whatever would happen then would shape my whole life. Whatever happened before and after I realised the truth didn’t shape the rest of my life, whatever happened on those blissful days spent in hidding, in young love didn’t define me –  that’s the story.

It was, after all, young love, utter and unnerving short sighted bliss, that encouraged me to spend my days in longing, waiting for my lover to come back, parting ways at the train station and staying close for when the time came up being faithfully there to walk back home together. That last day I wondered ‘round the valley and up the ridges in Sintra, I still know the trails by hand, all of them. I had the camera with me, as well as bag with books, water and fruit. As the day progressed, the cartridge filled up with photos, the bag filled up with flowers I had been collecting and the books remained untouched.

At dawn, I sat nearby the train station, at an oddly crowded location. I could see the house in the valley from the belvedere, I dreamt about the future living there, grazing the wild flower bouquet resting on my lap. Famished and thirsty, could barely hold myself, there was still no sign, no familiar grin surfaced from the hasty croud getting out of the train. The night rose quickly and damp, with a thin coat of fog which soaked up the tragedy in alluring gusts of heavy, bleak, perfumed wind.

I was left alone and I knew already then wallowing in loneliness was not on my plans so I left alone and dropped the flowers in a sort of shy gesture.

Today I’m a little faint from both the heat brought by summer and all my loving and affection, having a little bit of a weak stomach from loving deeply and having nothing even remotely as heavenly to treat myself with, spending my days writing endless love letters with everything I do, fueled by it, sipping on unimaginable quiet.

By the fountain, at the ridge, I took a while to absorb the nature around me, just sit down and listen. The water flowed dully and silent from the canals to the fountain. Only the sound of the drops from the water dully and almost criteriously splashing on the rocks dripping on the wavering water could be heard. I spent the night.

 

GJ

Colher

Dei ao mar, caído da minha jangada desenlaçada pela minha própria mente turbulenta.

É certo, antes de arar queria colher como antes de perguntar queria já saber. Quis sempre vencer a corrida contra mim mesmo e adivinhar-me antes de o tempo ter corrido. Colher-me-ia o tempo ainda desmentido, que não existia, e voltaria para me questionar ininterruptamente e estar todas as vezes errado, todas as vezes todas as manhãs, todas as perguntas respondidas, todas as certezas desfeitas. Esta eternidade teve um fim contigo. Quando me mostraste a cor da minha pele e a vi clara como água aceitei a vibração do laranja que me ardia na vista turva da água salgada, quando mergulhado estive, quebrados a cada nó da maré os meus ossos, sargaço do mar, quando me colheste e respondeste à pergunta que se afogou comigo, trouxeste a manhã irrepetível.

Juntos desmentimos o tempo, repetimos manhãs em que buscamos tudo do conhecimento e ficamos em flor e ora em fruto, nos ramos rebentamos em flores, e então em frutos.

GJ

Registo fotográfico III – Água horizontal

Chego a Porto Covo e quero sentar-me na arriba e observar o mar, liso e verde no horizonte, a rebentar sem piedade nas rochas e nos pescadores. Sempre gostei de fotografar pescadores. Cuidadosos, aguardam com paciência a próxima criatura, seja ela qual for, lançam engodo, recolhem a pesca, mudam o isco, evitam outra onda sorrateira, À esturra ali ganham o dia, outros nos barcos, embora hoje os marinheiros me pareçam ter ficado em terra. A foto foi tirada em graças de paisagem pois o horizonte é horizontal, não há volta a dar.

#developingyoureye

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GJ

Registo fotográfico II – rua

Pois que lesionei de novo o joelho direito e ando coxo, embora nada me impeça de queimar as solas dos sapatos na calçada crepitante, com o calor que faz. Depois de umas horas de conversa a pôr em dia, eu e a minha companhia descemos rumo ao Rossio para encontrar o melhor refresco, seguindo para a Praça do Comércio, onde por sorte encontrámos lugar para conviver e para eu parar e descansar a perna. No meio da salganhada toda e do vento que fazia inspirei-me para uma establishing shot ao ver o aproximar do navio. Depois levantou-se um vento malino que me fez lacrimejar copiosamente, deixando eu de perceber se chorava dos olhos secos ou de dores…

 

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establishing shot

 

GJ

Registo fotográfico 1 – o que é casa?

Quando penso em casa penso em memórias, quer as minhas vividas, quer as que me contaram, porque na minha família todos gostamos de contar histórias, a tradição de contar aventuras de antepassados e as histórias dos miúdos quando já se tornam graúdos sempre existiu. Lá em casa não tínhamos câmara de filmar, nem sempre tivemos máquina fotográfica, muitas das vezes tiravam-nos fotos. As poucas que tenho, são todas com aqueles que me criaram, sempre comigo, sempre a meu lado. Isto é casa, protecção, clã, união e memórias.

 

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*murphy bed alert!

 

GJ

Picture prompt: from picture to word #4

 

Experiências

 

She is drifting on water. She conceals all a girl can feel. Her hand ever with poise sends everyone away. The boys, the boys and the praise, her and her boys in a haze of false pretenses. She wants to find her truth that blunders and she isn’t likely to handle it. She can’t handle loneliness, and it is when she walks  on water she becomes herself. She can’t handle love, washing down her flame.

 

GJ

Ouroboro, tantas grafias, um símbolo apenas

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Este símbolo representa a natureza cíclica da alquimia. A serpente que engole a própria cauda simboliza os ciclos naturais, o eterno, e processos indivisíveis das práticas alquímicas.  Os alquimistas eram ainda muito interessados pelos fenómenos naturais, e usariam o Ouroboro quando necessitavam de ilustrar os conceitos de renascimento e regeneração.  Mais importante ainda, este poderoso símbolo animal alquímico representa a máxima “a unidade do todo” que é, por defeito, a filosofia mais complexa de compreender. O Ouroboro direcciona o subconsciente para penetrar n”a unidade do todo”, e abastece-nos do foco necessário à reincarnação, à aceitação dos contínuos ciclos da vida, sendo um sublime símbolo alquímico para o infinito.

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GJ

Shlamit: o início de um projecto

Dando lugar na minha prioridade a um projecto que tem vindo a maturar reuni a minha pequena e amiga equipa e fotografei a modos modernos uma figura do imaginário épico e amoroso bíblico. Aprofundarei o espectro do amor incondicional em tempos selvagens e escravatura.

Ficam aqui alguns frames em gif, para mais um cinemagraph :)

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GJ

Swinging in Space

intheskywithdiamonds

She is drifting on water
She conceals
all a girl can feel
in recklessness and poise
the boys and the praise
her and the boys
in a haze
of false pretenses

when she walks on water
she’s herself without her name
when she walks on water
she blows her flame

she wants the truth
she can’t handle

she’s contending love

– song lyric project

GJ

O Ideal – Galeria Animada Projecto #1

Este é o primeiro e muito básico produto de uma ideia que quer cruzar auto-retrato com poesia e movimento.

O ambiente é Baudelaire, a expressão é tensão e movimento (uma ou outra surgirá como factor dominante da foto)

 

L'IDÉAL
Ideias em movimento de Gonçalo Julião

 

L’Idéal

Ce ne seront jamais ces beautés de vignettes,
Produits avariés, nés d’un siècle vaurien,
Ces pieds à brodequins, ces doigts à castagnettes,
Qui sauront satisfaire un coeur comme le mien.

Je laisse à Gavarni, poète des chloroses,
Son troupeau gazouillant de beautés d’hôpital,
Car je ne puis trouver parmi ces pâles roses
Une fleur qui ressemble à mon rouge idéal.

Ce qu’il faut à ce coeur profond comme un abîme,
C’est vous, Lady Macbeth, âme puissante au crime,
Rêve d’Eschyle éclos au climat des autans;

Ou bien toi, grande Nuit, fille de Michel-Ange,
Qui tors paisiblement dans une pose étrange
Tes appas façonnés aux bouches des Titans!

— Charles Baudelaire

 

The Ideal

It will never be the beauties that vignettes show,
Those damaged products of a good-for-nothing age,
Their feet shod with high shoes, hands holding castanets,
Who can ever satisfy any heart like mine.

I leave to Gavarni, poet of chlorosis,
His prattling troop of consumptive beauties,
For I cannot find among those pale roses
A flower that is like my red ideal.

The real need of my heart, profound as an abyss,
Is you, Lady Macbeth, soul so potent in crime,
The dream of Aeschylus, born in the land of storms;

Or you, great Night, daughter of Michelangelo,
Who calmly contort, reclining in a strange pose
Your charms molded by the mouths of Titans!

— William Aggeler, The Flowers of Evil (Fresno, CA: Academy Library Guild, 1954)

(http://fleursdumal.org/poem/117)

GJ