A morte de Anne Lee & Mrs Chauff

(intro)

Com certeza, tal como todo o resto desta nossa pequena cidadela, viesteis ao meu encontro para saber mais detalhes sobre a minha extenuante aventura e sobre a rapidez do meu secreto regresso… pois, sentem-se, cavalheiros, estava a contar recebê-los assim que voltei a pisar terra firme. Quereis saber o que é feito das vossas queridas filhas… pois, não há muito para contar, devem compreender; a morte que sofreram foi de tal maneira ágil no corte que, deus as abençoe, não deram pela falta das cabeças… Eu tenho (pausa), tinha um avião que me foi ofertado por sua senhoria o Barão do Oeste que mo trouxe carregado das mais negras uvas. Era uma nave peculiar, guiava-se sem requerer a minha atenção, consumia apenas mosto, albergava, sem sombra de dúvida, cinquenta pessoas, embora eu, que sou sozinho, gozasse  bastante bem as minhas férias longe das bocas das velhas de Catrião. A sua filha Anne, Dr.Noveno, conhecia-a desde que éramos dois poltros enfezados, toda a nossa vida brincámos no pátio desta nobre casa de família e teria tentado protegê-la, não tivesse ela tentado apunhalar-me e entregar-me ao meu mais recém feito inimigo que ainda se alimenta dos restos mortais das raparigas.

Embarcámos na minha nave a 1 de Outubro, numa esplêndida manhã pelo fresco da aurora, rumo a Noroeste de Catã. Como sabem, cavalheiros, a velha aldeia de Catamor está deserta, nesta altura do ano, e todos concordámos que beneficiaríamos do silêncio e privacidade. Voámos eu, Anne Lee Chauff e a irmã, esposa de Dr. Chauff, Samara Chauff, Dr. Tabara Chauff, Quint e Bantilla, meus irmãos.