Volúpia

Sem chão, hirto, sem teu tecto

permaneço enfim só e quieto

quedo absorto no circunscrito

vazio sedento do teu afecto.

 

Goteja a tua chegada e choves,

eu rezo para que me molhes.

 

Beber-te é volúpia.

Cobrir-te é volúpia.

Sermos é volúpia.

 

GJ

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