Se estamos sós, o que somos nós?

Anjo?
Anjo?

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Ando tramado, feito cão ao osso. O que não tenho, vou buscar de uma maneira ou de outra.

“Quando eu era pequenino” e dormia na casa da minha avó, logo por cima da cama estava um quadro que persistiu nos meus sonhos por anos. Ele ainda está lá, no mesmo sítio, no quarto. Já lá ninguém mora, mas o quadro está lá. Vendo e querendo o que ninguém quer, pedi-o. Mais valia que tivesse pegado nele e que tivesse seguido pela linha de comboio, até Lisboa. O divórcio entre a casa, as coisas, e os antigos ocupantes está complicado, mas ninguém se enxerga, e eu passo bem por invisível.

Então, não o tendo, fotografei-o e recriei-o.

Não sei explicar, mas sinto-me bem com isto.

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GJ

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