Acta da 1ª Reunião dos Pequenos Grandes Malditos – Unidade, Dualidade – um texto, duas vozes

Há uma mesa simples e vestida de reminiscências de entusiasmo, tisanas e questões irresolúveis sobre o comportamento humano. Um cigarro por acender com ar de estou-me nas tintas, a calma inquieta de sempre.

O olhar é de troça, brincamos com as expressões e adivinhamo-nos. Dois parvos num dia de chuva. O cabelo não ajuda, mas desce da cabeça como castas do melhor vinho. Brincamos na leitura deste recreio e sabemos não o que esperar, mas sim do que escrevemos como troféu. Inspiração, acode-nos!

Au! – diz ele – Tenho de escrever isso!

Tem todos os segredos do universo no piscar de olho de todas as certezas e seguranças. Tem nas mãos e na escrita as promessas do que pode dar ao mundo. Segura a caneta como se tivesse um palhacinho nas pontas dos dedos. Escreve e bebe água, limpando e clarificando a fluidez da tua mão, obscurecendo as frases e registos do momento. Uma frase num travessão, um inventário com uma dúzia de reinvenções, parece que esteve três dias a correr o mundo e está a despeja-lo na folha.

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                                                          Dualidade, Unidade

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Há uma mesa simples e vestida de reminiscências de entusiasmo, tisanas, um cigarro por acender com ar de estou-me nas tintas e questões irresolúveis sobre o comportamento humano, quais pequenos monstros a intrometerem-se na conversa.

Dois parvos num dia de chuva, na calma inquieta de sempre, mandam ao ar, olha o jogo de sorte, expressões para se adivinhar. Inspiração, acode-nos!

Segura a caneta como se tivesse um palhacinho a aprontar nas pontas dos dedos, parece que estave três dias a correr o mundo e está a despejá-lo na folha. Aw! – diz ele – Tenho de escrever isso! Tem todos os segredos do universo no piscar de olho de todas as certezas e seguranças; tem nas mãos e na escrita as promessas que pode dar ao mundo.

Olhar de troça, invasor constante da aura que emanamos, brincamos na leitura deste recreio e sabemos não o que esperar, mas sim o que escrevemos como troféu.

O cabelo não ajuda, mas desce da cabeça como castas do melhor vinho. Escreve e bebe água, limpando e clarificando a fluídez da mão, obscurecendo as frases e registos do momento.

Momento brincalhão, uma frase num travessão, um inventário com uma dúzia de reinvenções, já correu o mundo e já o despejou na folha.

GJ

IC

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